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quarta-feira, 30 de março de 2011

Museu de grandes novidades

Alguns hábitos começam na infância, não vão embora com a adolescência e têm grandes chances de se firmarem para o restante da vida. Um desses hábitos, no meu caso, tem a ver com aulas de português - e está condenado á morte, pois este talvez seja o ultimo semestre da minha vida em que tenho essas aulas.
Sempre foi do meu agrado folhear o livro de Língua Portuguesa e procurar quadrinhos e textos legais, enquanto a professora falava sobre a gramática, algo que nunca gostei, por achar inútil. Eu pensava não ter erros gramaticais porque lia os livros do Harry Potter e as revistas que vinham no jornal de domingo; e palavras como sintaxe e morfologia me pareciam juntar o inútil ao desagradável.
Com o passar do tempo, estudei coisas piores e mudei minha visão sobre a gramática. Pouco, mas mudei. 
E o que nunca mudou foi essa mania, que sempre esteve presente na menininha que estudava separação de sílabas e na garota que estudava para o vestibular.
Dia desses, minha mãe informou-me que da pilha enorme de livros que eu juntei para doar, eu esquecí os de português guardados no armário. Eu preferí não dizer que eles estão guardados porque eu não tenho coragem de me desfazer deles.
E peguei alguns pra 'dar uma olhadinha'. 

De cara, encontrei no livro da terceira série (atual quarto ano) :
''Quem inventou o chuchu, nunca comeu chocolate.''
Rí muito. Era um textinho pequeno e tosco para mostrar as diferenças entre x e ch.

E em um livro da sexta série (atual sétimo ano), encontrei uma tirinha do Calvin que me confirmou o quanto valia a pena não ouvir as explicações sobre a gramática.


{ Para visualizar em tamanho maior, basta clicar na tirinha }

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dia internacional de asneiras



Adoro esse quadrinho. Encontrei em um simulado de vestibular ;)

Ontem foi 'Dia Internacional da Mulher'. Não gosto dessa data e tive a infelicidade de ler um e-mail com frases do tipo:
“Símbolo de amor, perseverança e desprendimento. Guerreira, amiga, emotiva, carinhosa, dedicada… Poderia escrever aqui milhares de adjetivos, mas eles todos se traduzem em uma só palavra: MULHER! Parabéns pelo seu dia!”
“Mulher é mesmo interessante, mesmo brava é linda, mesmo alegre, chora, mesmo timida, comemora, mesmo apaixonada, ignora, mesmo fragil é poderosa! Feliz 8 de março – Dia Internacional da Mulher!”

Patético.
Esse e-mail me fez lembrar um que recebí  ano passado e me fez ficar extremamente irritada. Ele falava sobre as 'diferenças entre homens e mulheres'. 
O que mais me irritou foi ler o tópico 'Amizade' :
~ A mulher encontra com outra na rua: 'Nossa como você tá linda !!!'. Quando viram as costas vem o comentário: 'Nossa! como ela tá gorda'.
~ Um homem encontra com outro na rua: 'Fala seu gordo, viado!' . Quando viram as costas vem o comentário: 'pô, esse cara é gente boa !'
Em outro tópico, que falava sobre 'mudanças', o autor acrescentou um comentário para manisfestar sua admiração:
~ Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
~ Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda. ( perfeito )
 




Esse eu ví no blog de uma mulher. Ela achou engraçadíssimo.

Circulam na internet, durante todo o ano, textos e quadrinhos que mostram a mulher como uma criatura fútil e interesseira. Qual a lógica de usar um dia do ano para fazer esse tipo de piadinha dividir o lugar com frases toscas que falam da mulher como um ser perfeito?

Assim como está errada essa imagem de que toda mulher é falsa, vazia e materialista, estão erradas essas frases que falam da mulher como se todas fossem incríveis. Detesto que generalizem e ignorem as excessões, sejam elas minoria ou maioria. E o meio-termo? A balança equilibrada?
Existem mulheres boas e ruins. Assim como existem homens bons e ruins.

Para que o Dia Internacional da Mulher fosse realmente útil, deviam refrescar a memória do povo e relembrar a época em que mulheres não votavam, não estudavam ... Não presidiam o Flamengo e muito menos o Brasil.