Alguns hábitos começam na infância, não vão embora com a adolescência e têm grandes chances de se firmarem para o restante da vida. Um desses hábitos, no meu caso, tem a ver com aulas de português - e está condenado á morte, pois este talvez seja o ultimo semestre da minha vida em que tenho essas aulas.
Sempre foi do meu agrado folhear o livro de Língua Portuguesa e procurar quadrinhos e textos legais, enquanto a professora falava sobre a gramática, algo que nunca gostei, por achar inútil. Eu pensava não ter erros gramaticais porque lia os livros do Harry Potter e as revistas que vinham no jornal de domingo; e palavras como sintaxe e morfologia me pareciam juntar o inútil ao desagradável.
Com o passar do tempo, estudei coisas piores e mudei minha visão sobre a gramática. Pouco, mas mudei.
E o que nunca mudou foi essa mania, que sempre esteve presente na menininha que estudava separação de sílabas e na garota que estudava para o vestibular.
Dia desses, minha mãe informou-me que da pilha enorme de livros que eu juntei para doar, eu esquecí os de português guardados no armário. Eu preferí não dizer que eles estão guardados porque eu não tenho coragem de me desfazer deles.
E peguei alguns pra 'dar uma olhadinha'.
De cara, encontrei no livro da terceira série (atual quarto ano) :
''Quem inventou o chuchu, nunca comeu chocolate.''
Rí muito. Era um textinho pequeno e tosco para mostrar as diferenças entre x e ch.
E em um livro da sexta série (atual sétimo ano), encontrei uma tirinha do Calvin que me confirmou o quanto valia a pena não ouvir as explicações sobre a gramática.
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